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O último relatório climático da Howden destaca a necessidade do seguro para proteger o valor dos ativos e o crescimento econômico

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Capa relatório "A questão imperativa do seguro"

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À medida que os choques climáticos físicos aumentam e os critérios de subscrição se tornam mais rigorosos, o relatório explica que a segurabilidade não é mais apenas uma questão transacional, mas uma prioridade estratégica. Para governos, empresas e investidores, a capacidade de garantir um seguro acessível e adequado está se tornando um fator determinante para a prontidão do investimento, a continuidade operacional e a credibilidade das políticas.

O relatório apresenta a Estrutura de Segurabilidade Climática da Howden, que ajuda os líderes a avaliar e melhorar a segurabilidade em quatro alavancas críticas: modelagem de riscos; gerenciamento de riscos; compartilhamento de riscos; e políticas públicas e regulamentações.

Ele também apresenta lições de crises históricas de segurabilidade - desde o seguro contra incêndios do século XIX até o risco de catástrofes moderno - e oferece um estudo de caso sobre a agricultura europeia, os ricos climáticos que ameaçam o setor agropecuário brasileiro e a resiliência soberana.

Rowan Douglas, CEO de Risco Climático e Resiliência da Howden, disse: “Estamos entrando em uma nova era em que os sinais de seguro moldam os resultados econômicos. Estou muito satisfeito por estarmos apresentando hoje nossa Estrutura de Segurabilidade para ajudar nossos clientes a usar sinais de seguro para navegar em sua transição e obter vantagem competitiva. Essa abordagem proativa do seguro visa otimizar o acesso contínuo ao capital de risco, à resiliência e ao investimento para permitir a transição."

Antônio Jorge Rodrigues, Head de Treaty da Howden Re Brasil, acrescenta: “A edição brasileira do relatório, adaptada e regionalizada à realidade do Brasil, também aborda como o setor nacional deve transicionar sua atual abordagem reativa para um modelo proativo em camadas que preserve a segurabilidade do campo, proteja o crédito rural e fortaleça a segurança alimentar.”

Principais percepções do relatório:

  • A segurabilidade é um indicador prospectivo da saúde financeira. À medida que os riscos climáticos se intensificam, os seguros estão se tornando um indicador de governança de riscos, transparência de dados e resiliência. 

  • Os sinais dos seguros devem informar as decisões tomadas pelo conselho administrativo. O aumento dos prêmios, a retirada de coberturas ou o endurecimento dos termos não são apenas ruídos do mercado – são indicadores precoces de vulnerabilidade sistêmica.

  • A resiliência está sendo precificada. As seguradoras estão cada vez mais recompensando as organizações que investem em adaptação e demonstram uma forte gestão de riscos. Essas ações estão sendo reconhecidas não apenas nos termos dos seguros, mas também no acesso ao capital.

  • As políticas públicas devem apoiar a segurabilidade. A regulamentação, o zoneamento e os subsídios devem estar alinhados com a ciência climática. Quando isso não acontece, eles prejudicam tanto a cobertura privada quanto a resiliência pública.

  • A segurabilidade pode ser influenciada, mas isso requer capacidades. Os líderes devem desenvolver fluência interna na lógica dos seguros, envolver-se desde o início com corretores e seguradoras e cocriar soluções para riscos e tecnologias emergentes.

Uma prioridade para todos os setores 

Embora o seguro tenha sido tradicionalmente visto como uma função de aquisição, o relatório insta as organizações a incorporar a segurabilidade no planejamento estratégico, nas decisões de investimento, nos relatórios e na estruturação do capital.

“Manter a segurabilidade está se tornando tão importante quanto manter uma classificação de crédito”, disse Isabelle Cadignan, Chief Commercial Officer de Risco Climático e Resiliência da Howden. “Os conselhos precisam entender que a segurabilidade não é fixa – é dinâmica, moldável e crítica para acessar capital acessível na era climática.”